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 Doze meses intensos



2011 foi um ano virtuoso para o setor náutico brasileiro, apesar da crescente instabilidade econômica na Europa e nos Estados Unidos. Os dois tradicionais salões náuticos (Rio e São Paulo) superaram as expectativas de vendas de embarcações de recreio e seus implementos, incluindo serviços e marinas, anunciando inclusive vagas em novos, porém poucos lançamentos no país.


As marinas, garagens náuticas e iates-clubes continuam lotados; algumas em expansão ou sendo adquiridas, outras em fase de projeto e licenciamentos. Estamos a observar uma fase de transição das marinas de “donos” para as marinas de operadoras especializadas. 


Notável foi a presença de fabricantes internacionais disputando o nosso mercado, no primeiro semestre de 2011, quando a crise econômica na Europa ainda não havia mostrado sua verdadeira dimensão.


Durante a World Marina Conference em Cingapura, no mês de maio, organizada pelo IMG- ICOMIA Marinas Group, a palestra da NMMA sobre a campanha Discovery Boating chamou atenção pela queda de vendas de barcos novos a partir de 20006 até 2009, a níveis acima de 15%, algo inusitado para o país com a maior frota náutica do mundo e, igualmente, com o maior numero de marinas em plena operação. Ainda assim houve recuperação nas vendas através dessa campanha que teve como principal ferramenta de marketing a Internet.


Entretanto, apresentações dos países BRIC incluindo o Brasil lançaram uma luz de otimismo para o setor, em especial a palestra do representante da Coréia do Sul, país cujo governo federal está determinado a construir 40 marinas em pouco espaço de tempo. Igualmente a China e a Rússia tiveram destaque, pelo interesse do próprio governo nesses empreendimentos de lazer que impulsionam economias locais onde se instalam.


Na parte de legislação para marinas, houve progresso consensual entre os representantes do GT Náutico, tanto da iniciativa privada quanto do setor público, de que as leis precisam – urgentemente - se adequar aos novos tempos: afinal as atividades do lazer náutico e do turismo embarcado são comprovadamente geradoras de riqueza e empregos nas regiões do litoral e das águas interiores brasileiras. 


E quem viabiliza esta oportunidade num país emergente como o Brasil é a indústria náutica e a indústria dos navios de cruzeiros, sendo prioridade a construção ou expansão de infraestruturas de apoio náutico, entre as quais se destacam as marinas, os píeres para pontos de fundeio e os portos de atracação para os navios.


Em 2012, Marinas do Brasil Consultoria & Associados chega ao seu vigésimo primeiro ano com mais experiência, sólidas parcerias técnicas e em especial, clientes que confiam e tem se beneficiado com nossos esforços e avanços para seus projetos.  E sem perder de vista a conjuntura econômica, social e ambiental, fatores que permeiam esses desenvolvimentos no waterfront.


Cláudio Brasil do Amaral

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Doze meses intensos

2011 foi um ano virtuoso para o setor náutico brasileiro, apesar da crescente instabilidade econômica na Europa e nos Estados Unidos. Os dois tradicionais salões náuticos (Rio e São Paulo) superaram as expectativas de vendas de embarcações de recreio e seus implementos, incluindo serviços e marinas, anunciando inclusive vagas em novos, porém poucos lançamentos no país. As marinas, garagens náuticas e iates-clubes continuam lotados; algumas em expansão ou sendo adquiridas, outras em fase de projeto e licenciamentos. Estamos a observar uma fase de transição das marinas de “donos” para as marinas de operadoras especializadas.  Notável foi a presença de fabricantes internacionais disputando o nosso mercado, no primeiro semestre de 2011, quando a crise econômica na Europa ainda não havia mostrado sua verdadeira dimensão. Durante a World Marina Conference em Cingapura, no mês de maio, organizada pelo IMG- ICOMIA Marinas Group, a palestra da NMMA sobre a campanha Discovery Boating chamou atenção pela queda de vendas de barcos novos a partir de 20006 até 2009, a níveis acima de 15%, algo inusitado para o país com a maior frota náutica do mundo e, igualmente, com o maior numero de marinas em plena operação. Ainda assim houve recuperação nas vendas através dessa campanha que teve como principal ferramenta de marketing a Internet. Entretanto, apresentações dos países BRIC incluindo o Brasil lançaram uma luz de otimismo para o setor, em especial a palestra do representante da Coréia do Sul, país cujo governo federal está determinado a construir 40 marinas em pouco espaço de tempo. Igualmente a China e a Rússia tiveram destaque, pelo interesse do próprio governo nesses empreendimentos de lazer que impulsionam economias locais onde se instalam. Na parte de legislação para marinas, houve progresso consensual entre os representantes do GT Náutico, tanto da iniciativa privada quanto do setor público, de que as leis precisam – urgentemente - se adequar aos novos tempos: afinal as atividades do lazer náutico e do turismo embarcado são comprovadamente geradoras de riqueza e empregos nas regiões do litoral e das águas interiores brasileiras.  E quem viabiliza esta oportunidade num país emergente como o Brasil é a indústria náutica e a indústria dos navios de cruzeiros, sendo prioridade a construção ou expansão de infraestruturas de apoio náutico, entre as quais se destacam as marinas, os píeres para pontos de fundeio e os portos de atracação para os navios.

Em 2012, Marinas do Brasil Consultoria & Associados chega ao seu vigésimo primeiro ano com mais experiência, sólidas parcerias técnicas e em especial, clientes que confiam e tem se beneficiado com nossos esforços e avanços para seus projetos.  E sem perder de vista a conjuntura econômica, social e ambiental, fatores que permeiam esses desenvolvimentos no waterfront.

Cláudio Brasil do Amaral

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